Dica de filme: Fuja (Netflix)

Descrição da imagem: Card com foto grande em preto e branco de uma mulher branca de cabelos compridos ocupando toda a esquerda. Dentro da cabeça, em tamanho menor, está uma foto em vermelho de uma jovem branca sentada em uma cadeira de rodas dentro de sua cabeça. Ela está gritando com expressão de pavor, enquanto a mulher está serena. À direita, próximo ao rodapé, está uma barra vermelha se esvaindo em direção a foto. Em cima da barra está escrito "Dica de Filme" na cor vermelha. No rodapé à esquerda está a assinatura @disbuga na cor vermelha. Fim da descrição.
Dica de filme: Fuja (Netflix)

Fazia tempo que um filme não me provocava tanto quanto “Fuja”, novo filme de Sarah Paulson disponível na @netflixbrasil. O suspense conta a história de uma mãe superprotetora que cuida de Chloe, uma adolescente com deficiência, em uma cidadezinha no interior dos Estados Unidos. A história começa com muito mistério em torno do excesso de cuidados, medicamentos e o isolamento social das duas. Porém, ao longo da narrativa vão se desdobrando as consequências deste estilo de vida a medida que Chloe começa a questionar as ações da mãe.

Calma, não pretendo dar spoilers sobre o filme. Aliás, recomendaria um alerta de gatilho na plataforma porque o que se passa na história é um perfeito exemplo de como funciona a violência doméstica em pessoas com deficiência. Se você vive algo semelhante, recomendo não assistir. Ou se o fizer, dê pausas para respirar antes de continuar.

Há uma passagem no filme em que é possível como os agressores articulam sua manipulação para desacreditar a vítima. Quem seria capaz de condenar uma mãe que durante toda vida só quis cuidar bem de sua filha? Aliás, qual familiar não abusaria de vez em quando deste controle?

Infelizmente, vemos muitos casos de verdadeiros cárceres privados disfarçados de proteção. Nisso, o filme fez muito bem em retratar as sutilezas das privações de contato sociais, acesso ao mundo externo e abusos psicológicos.

Outro ponto positivo fica para a escolha da atriz com deficiência @kierajallen que cumpriu muito bem o papel, dando um show de atuação e performance. Foi muito bom ver a personagem encontrando formas de “fugir” das situações impostas pela mãe, demonstrando a importância de saber reconhecer criticamente a diferença do cuidado e da opressão.

Fica a recomendação deste título, mas peço que observem esses detalhes e reflitam sobre eles. Depois me conta o que acharam, combinade?

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