Beleza onde?

Card com bordas brancas e um quadrado roxo no centro. No interior dele, na parte superior está uma aspas brancas com outra de bordas rosa sobrepondo. Abaixo o texto: "A rígida rejeição feminista dos desejos femininos por beleza enfraqueceu as políticas feministas. Ainda que essa estética seja mais incomum, é frequentemente apresentada pela mídia de massa como a maneira de pensar das feministas. Não seremos livres até que as feministas retornem à indústria da beleza, retornem à moda e criem uma revolução contínua e sustentável. Não saberemos como amar o corpo e a nós mesmas.” O feminismo é para todo mundo: Políticas arrebatadoras - bell hooks. Logo abaixo a assinatura @disbuga também na cor rosa. Fim da descrição.

“A rígida rejeição feminista dos desejos femininos por beleza enfraqueceu as políticas feministas. Ainda que essa estética seja mais incomum, é frequentemente apresentada pela mídia de massa como a maneira de pensar das feministas. Não seremos livres até que as feministas retornem à indústria da beleza, retornem à moda e criem uma revolução contínua e sustentável. Não saberemos como amar o corpo e a nós mesmas.

O feminismo é para todo mundo: Políticas arrebatadoras – bell hooks.

Este trecho faz parte de um capítulo chamado “Beleza por dentro e por fora”, uma frase bem conhecida para quem sempre esteve fora dos padrões de beleza. A discussão que a Hooks traz é muito interessante, por isso resolvi postar aqui. Uma das grandes discussões feministas gira em torno do tom sexista que envolve o corpo feminino.

Reivindicação mais do que necessária, quando observamos o quanto a sociedade apresenta as mulheres como pessoas disponíveis ao desejo masculino, ora definindo quais papéis devemos cumprir, ora qual é o procedimento estético da vez.

Porém, existem mulheres que escapam destas normas. Algumas se sentem bem com a própria pele, fazem suas escolhas e traçam o próprio caminho. Há também aquelas que negociam com a norma. Destas que pretendo falar. Para algumas mulheres com deficiência usar maquiagem é o que completa sua identidade feminina, já que seu corpo já foi taxado de incapaz pelo capacitismo estrutural. Se retirar esses pequenas ações o que resta, afinal?

A autora diz que a “crítica em si não leva a mudança”. É preciso deixar de generalizar a experiência de ser mulher, atentar para outras realidades e tentar encontrar alternativas que permitam construir um amor ao corpo mais emancipatório e revolucionário.

Como faço isso, Fatine?

Escute outras mulheres diferentes de você, não se trata apenas de lugar de fala, mas de realmente estar disposta a entender a Outra. Feminismo é construção, não é? Então, vamos conversar.

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